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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Três passos e o fim.

Três passos e o fim.
O dia começou, foi ai que o terceiro passo aconteceu e, com ele, minha sandália se foi.
Percebi a diferença naquele momento, caminhei, caminhei, ate chegar onde queria.
Lá, sentei, me organizei, enfim, esperei.
Conversamos, acho até que nos entendemos.
Depois fui trabalhar, tomei um copo de café, fui para a aula.
A Perversão na lousa, a angustia no estomago, depois no peito.
Viajei, algumas lembranças, algumas significações, escrevi, falei, me coloquei.
A aula acabou, era o momento de uma tragada.
Me juntei, fomos almoçar, o tempero são as caminhadas, rotineiras, de toda terça-feira.
A vida é curta então é melhor começar pela sobremesa.
As conversas são fumaça.
A comida é engolida e as angustias elaboradas, falamos, seguimos, voltamos, sentamos, tentamos colocar os pés no chão.
Frases foram ditas, frases foram ouvidas, apelamos para a música, tristeza e melancolia.
Uma mensagem acalmou uma das pessoas, uma música acalmou a outra, nos separemos.
Fui resolver outros problemas, me deparei com uma música em minha mente, sustentei, brinquei e terminei o que foi proposto.
Era apenas um café e um cigarro, as pessoas falando, os artistas andando de costas, os filósofos assustados com intrigante cena, os transeuntes.
Continuei, segui, me juntei novamente.
O por do sol em nossas costas, a fome nasce, junto com ela aquilo que a mata.
As conversas são fumaça, os transeuntes, sempre pulsantes.
Agora tomo outra posição, delicadíssima por sinal, o tempo passa, vou embora. Agora é outro momento, me deparo com o real.
Digo uma besteira, era afeto.
Será desejo?
Volto para meus aposentos, a fortaleza está no mesmo lugar.
Em conversas com uma cigana, minha sorte foi tirada, seis cartas, pensamentos, frases e histórias.
Diante disso saiu a seguinte frase, “felicidade, não existe, o que existe na vida, são momentos felizes”.

Higor Paiva



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